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14.2.07

EU FALO O QUE EU OUÇO, MAS EU NÃO TE OUÇO, NEM QUERO TE VER!


A LINGUAGEM em um ser humano, no princípio "serve" realmente para a comunicação, assim como para outros animais também. Porém, o mais importante na linguagem e na expressão, é a capacidade de raciocinar, e somente quem pode obter esta qualidade em maior grau, somos nós, os humanos. Quando isto ocorre, conseguimos usar a razão para conhecer tudo o que nos cerca e decidir o que pode ou não ser útil, para nós, nossa vida e para o meio que convivemos. É como estarmos perdidos em uma ilha e precisarmos decidir o que é melhor para nossa sobrevivência.

Quando a linguagem está evoluída, possuímos a capacidade de deduzir pelas razões e discorrer, pelo pensamento, refletir, executar ações, ou seja, a LINGUAGEM permite ao RACIOCÍNIO gerar uma idéia e expor ao meio e, quando isto acontece, MODIFICAR este mesmo meio que vivemos.

Então é isto: - A capacidade de comunicação através da linguagem até um determinado nível, é utilizada para "exigir" alguma coisa e nunca para "modificar". É como um bebê, quando chora, por qualquer desconforto, ele está pedindo alguma coisa. É uma fase primária, infantil do ser humano que pode continuar até a idade adulta, e atingir a velhice, com uma linguagem que não consegue modificar para melhor o seu meio.

Além deste estágio, começa o aperfeiçoamento do ser e do estar, que dará lugar à capacidade de modificar o meio em que vive.

Muitos dos problemas atuais têm como origem a diferenciação da linguagem nativa, no mesmo País e também a incapacidade de expressar-se para outras camadas sociais mais dominantes, advindo as revoltas e, por conseguinte, as barbáries: - Um não fala e o outro não consegue escutar; se você não me ouve, então vai me ver; eu não te ouço, nem quero te ver, diz o outro.

Se alguém nasce e convive em um local cuja linguagem é a mesma dos seus progenitores, mas não é igual ao restante do Território, nós estamos exprimindo um DIALETO, que pode até em certos casos, em decorrência da complexidade, da nitidez, da compreensão e da quantidade de frases que podem ser escritas com aquele conjunto de símbolos, ser considerado, como uma linguagem que, nasce em um grupo social e pode estender-se, por sua expressividade, à linguagem familiar de todas as camadas sociais, como a gíria.

E, a gíria passará a ser uma linguagem que modifica o meio, quando a MAIORIA das pessoas falarem e entenderem da mesma forma que as outras camadas sociais; Senão, é uma Torre de Babel, onde cada um constrói um pouco, e ninguém sabe por que, para que, aonde ou quando termina tal obra.

Então, saber modificar o meio que vive depende de comunicação. Esta comunicação pode ser feita em qualquer linguagem, desde que a grande maioria das camadas sociais fale e se expresse da mesma forma, e que o conjunto das expressões e símbolos desta linguagem atenda a todas as necessidades e objetos que compõem o meio ambiente que você vive, permitindo que o raciocínio possa manifestar-se natural e harmoniosamente.

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Até Quarta-feira, dia 21 de Fevereiro de 2007.

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